Dezenove para as doze
O Senhor que tudo vê
Ficou em silêncio
Aos trinta minutos de um dia triste
O que sobra?
A sombra
Uma pintura da juventude
Diante de um silêncio profundo
O Senhor que tudo vê
Apenas observa
A rachadura que cresce
Se expande no tempo
Na matéria fraca
O Senhor que tudo vê
Não fala
Contempla em silêncio
Sobre o fundo amarelo
O tempo
Dezenove para as doze

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